A imprensa orienta o modo como observamos a realidade e condiciona nosso olhar sobre com o que devemos nos preocupar e com o que “precisamos” descartar. Os grandes meios de comunicação se tornaram mastodontes do capitalismo mundial. A Globo, só para efeitos elucidativos, acaba de renovar o patrocínio da temporada de Fórmula 1 de 2010 com seus cinco anunciantes atuais – Santander, Mastercard, Schincariol, Renault e Petrobras. Cada uma das empresas pagará R$ 56,3 milhões para associar suas marcas aos 19 GPs previstos para o ano que vem. Uma continha rápida: quem somar a venda antecipada de patrocínio dos campeonatos estaduais e brasileiros de 2010; Copa do Mundo; e da F1 2010 chegará a um total de R$ 1,3 bilhões. A mídia cresceu, agigantou-se. A imprensa se tornou um consorciado de grandes oligopólios que detém o controle de mentes e corações. Os veículos de comunicação já não são mais pequenos redutos de revolucionários e subversivos. São aglomerados econômicos instituídos na nova ordem econômica mundial, guiam-se através da fúria e compulsão pelo capital. Padrões éticos, valores morais, princípios… parecem não fazer mais parte da ordem do dia, o lucro fácil obscureceu a sensibilidade dos grandes formadores de opinião. por Henrique Beirangê






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